segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Araci: Roça de Dentro um povoado abandonado pelo poder público municipal, diz morador indignado

"Passam-se as gestões administrativas, entra prefeito sai prefeito e não acontece nada que agrade os moradores. Isto é, Roça de Dentro continua de fora. O nome deveria mudar para ROÇA DE FORA.

Os políticos de Araci só encontram o caminho daqui, de quatro em quatro em quatro anos, ou seja, na época da politica para pedir voto. Quando passam as eleições, que eles se elegem, parece que as estradas que dão acesso a esse povoado são fechadas ou então sai do mapa do município. 


Às vezes penso que moro em outro município, ou em outro Estado, pois as coisas feitas pela prefeitura só chegam até os povoados de Pedra Alta ou Bento, os povoados de Roça de Dentro, Lajinha, Rejeito e Campo Grande são esquecidos.


A pouco mais de dois anos um fenômeno da natureza nos trouxe prejuízos, as chuvas que aqui caíram rompeu uma barragem e as aguas destruíram o poço artesiano que abastecia as comunidades de Roça de Dentro e Lajinha, deixando mais ou menos trezentas famílias sem agua potável. Na época a prefeitura decretou estado de emergência. No entanto, o povoado não foi beneficiado com nada, até o poço artesiano continua desativado, nada foi feito. A mesma chuva que destruiu o poço encheu de entulho outra barragem que ficava no mesmo riacho, mas ninguém mandou tirar se quer uma pá de barro. 

Não passou muito tempo e veio à estiagem, as necessidades por água começaram a ser nossa principal preocupação, pois não tínhamos mais o poço estava desativado e os tanques que nos abasteciam começaram a secar. Não faltaram cobranças por parte da Associação de moradores, mas nada foi feito continuamos esquecidos. Hoje dependemos de carros-pipas para saciarmos nossa sede.

Depois de três anos e seis meses de administração, a prefeita resolveu realizar um projeto que para ela era “prioridade” construir a escola de Roça de Dentro. Foi comprado o terreno, mas alguém da administração não aprovou, pois ficava escondido dos olhos do “povo”. Compraram outro terreno, esse ficava a uns quinhentos metros da comunidade, então decidiram construir no campo de futebol, mas nem comunicaram os moradores ou os jovens que jogam futebol, ficaram de construir um novo campo no outro terreno.

Passaram dois meses para fazer a terraplanagem no lugar que era um campo, parece que jogávamos bola num penhasco. Agora nem campo, nem penhasco nem escola. Onde nossos jovens vão praticar esporte? Será que um dia vamos ter nossa escola e nosso campo para jogar futebol nos finais de semana? Querem desvestir um santo para vestir outro.

Agora é época de eleição e os políticos encontraram um mapa ou GPS que indicam os caminhos que o trazem até aqui e eles já começaram a nos visitar para pedir votos, pois agora precisam de nosso apoio para se elegerem e esquecerem de nós por mais quatro anos", finaliza o morador Júlio Indignado.


Da Redação