A operação durou 40 minutos e deixou ainda um dos filhos de Bin
Laden, uma mulher e dois homens mortos. Nenhum militar americano ficou
ferido.
“Depois
da meia noite [16h em Brasília], um grande número de militares cercou o
complexo residencial de Bin Laden. Três helicópteros estavam
sobrevoando o local”, disse Nasir Khan, morador da cidade de Abbottabad,
onde fica a mansão do líder terrorista.
“De repente, houve tiros do chão em direção aos helicópteros. Houve
um intenso tiroteio e eu vi um dos helicópteros cair”, disse Khan, que
viu a batalha de seu telhado.
Oficiais americanos consultados pela agência de notícias Reuters
confirmaram que um dos helicópteros americanos foi perdido, mas disseram
que houve uma falha mecânica e que todos os tripulantes foram retirados
em segurança.
Um oficial americano citado pelo jornal “Telegraph” descreveu a
operação como “cirúrgica”, realizada por uma equipe pequena para
minimizar efeitos colaterais, termo que designa morte de civis.
O governo paquistanês afirmou que só soube da operação quando ela
havia acabado. Em pronunciamento feito na TV na noite deste domingo
(1º), o presidente norte-americano, Barack Obama, confirmou a morte e
agradeceu a ajuda do Paquistão. O trabalho conjunto foi mencionado no
discurso (leia íntegra aqui).
A identidade da equipe que matou Bin Laden também está sendo mantida
sob sigilo, mas o próprio Barack Obama revelou que a CIA (agência de
inteligência americana) esteve envolvida no planejamento e execução da
operação. O que se sabe é que os homens fazem parte de uma unidade SEAL
–a força de elite da Marinha, cujo nome é um anagrama com as iniciais de
sea, air e land (mar, ar e terra em inglês).
Fonte: Jornal da Mídia e The New York Times